Varias promoções

sábado, 19 de março de 2011

Um peixe bom de briga

ambém conhecido como "peixe de briga", esse peixe da família dos Anabantídeos é originário da Tailândia. Seu nome vem de uma tribo de índios, onde os guerreiros eram chamados de "Bettahs".
Essa associação se deve ao fato de os Bettas machos serem extremamente violentos, não podendo conviver com outros Bettas no mesmo aquário.
Por isso é aconselhada a criação nos chamados "betários", ou seja, aquários de no mínimo
15x12x12 cm.

Os Bettas viviam em águas estagnadas e mal-oxigenadas, como a dos arrozais, por exemplo. A respiração nessas águas só era possível devido a um órgão auxiliar que os Bettas possuem, o labirinto, que os permite retirar seu oxigênio da atmosfera. Por esse motivo, um betário não precisa de oxigenação. Apesar disso, a água do aquário deve ser parcialmente trocada a cada quinze dias, e pode ser usada água de filtro ou mineral, sempre à temperatura ambiente.
A alimentação dos Bettas deve ser feita com a comida, em forma de ração, encontrada nas lojas especializadas, com comidas vivas, (artemias, por exemplo) e até mesmo com gema de ovo cozida (mas isso deixa a água extremamente suja).
Deve-se ter um cuidado especial para não dar comida em excesso (o que pode deixar a água ácida e turva) e sim, dar alimento suficiente para ser consumido em minutos. Caso isso não aconteça, a comida restante deve ser retirada. Esse processo deve ser feito de uma a três vezes ao dia
Para a reprodução o ideal é utilizar um aquário com capacidade para 16 litros (ou 40x20x20cm), onde deve ser posto um solo de areia média de 2 centímetros. A iluminação deve ser feita com uma lâmpada incandescente (de 15 velas) que deve ser exposta por quatro horas diárias. 
A temperatura da água deve ser de 27ºC e o Ph 6.9. É aconselhada a colocação de algumas plantas, como a "Sagittaria microfolia" e a "Ceratophillum demersum". Nesse aquário deve ser colocado o macho, que ao estar pronto para a reprodução construirá um ninho de bolhas envoltas num muco bucal na superfície da água. 
Quando o ninho estiver pronto, deve ser colocada a fêmea. O macho curvará seu corpo sobre a fêmea, abraçando-a e forçando-a a expelir seus ovos. O macho os fecundará liberando seus espermatozóides na água. Logo após a postura dos ovos, a fêmea deve ser retirada do aquário. O macho então apanhará os ovos no fundo do aquário e os colocará no ninho. Neste momento é aconselhado que se abaixe a altura da coluna da água para dez centímetros para diminuir a pressão da mesma sobre os ovos.
Após 48 horas ocorre a eclosão dos ovos, ou seja, o nascimento dos alevinos, que começam a nadar por volta do sétimo dia (quando isso acontecer, deve-se retirar o macho do aquário). Os alevinos são alimentados nos primeiros dia pelos nutrientes contidos no saco vitelino, e, posteriormente, devem ser alimentados por infusórios (preparados com folhas de couve e gema de ovo seca pulverizada) ou até mesmo por comidas para alevinos, encontradas em lojas especializadas. Somente os mais fortes sobrevivem.Os peixes Betta chegam a medir 10 centímetros.

sábado, 12 de março de 2011

PEIXES ORNAMENTAIS SÃO ESTUDADOS NA AMAZÔNIA

A Bacia Amazônica é a maior fornecedora mundial de peixes ornamentais. Encontrados principalmente em igapós e igarapés das planícies e florestas inundáveis da região, são responsáveis por uma atividade que movimenta anualmente cerca de U$ 3 milhões no Brasil. O País exporta cerca de 20 milhões de peixes ornamentais por ano. Mas para que a pesca seja realizada de forma sustentável, evitando seu esgotamento, é necessário realizar estudos sobre a biologia e a dinâmica das populações das espécies exploradas.

Para evitar a extinção comercial, o manejo sustentável de peixes ornamentais exige a conservação de seu habitat e o conhecimento integrado do ecossistema, da biodiversidade aquática e da questão socioeconômica da atividade. Estudos para descobrir as espécies com potencial ornamental nas Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã, no Amazonas, estão sendo desenvolvidos, desde janeiro de 2005, pela equipe de pesquisadores do Instituto Mamirauá.

Com o patrocínio do Programa Petrobras Ambiental, o subcomponente "Peixes Ornamentais", do projeto Conservação das Matas Alagadas de Mamirauá e Amaná, visa analisar a possibilidade de explorar de forma sustentável este recurso e fornecer às comunidades ribeirinhas da região informações que lhes permitam realizar ações efetivas para a conservação e manejo dessas espécies.

"Este estudo é de fundamental importância para podermos construir um plano de manejo das espécies com potencial ornamental e garantirmos a manutenção dessas populações de peixes. A idéia é que, futuramente, os próprios ribeirinhos das reservas façam a exploração sustentável desse recurso na região", diz o biólogo Alexandre Hercos, coordenador do projeto.

Para a captura são utilizados instrumentos que não ameaçam os peixes, como o rapiché, redinhas, arrasto e armadilhas. Para a escolha das áreas de coleta são levados em conta o potencial das mesmas para a exploração e a viabilidade da atividade, que depende de acordo entre pesquisadores e moradores das comunidades próximas aos pontos de coleta.

O primeiro passo do trabalho é indicar as características dos pontos em que são encontradas as espécies ornamentais. Esses peixes, principalmente os acarás-disco, procuram as galhadas para se proteger de seus predadores e também locais de remanso com fundo de lama e folhas, onde a água é mais fria. As galhadas artificiais são montadas próximas à terra firme e ali permanecem por pelo menos quatro dias para que os peixes se acomodem. Em seguida, é usada uma rede de arrasto. Quando a coleta é feita nos igarapés, a equipe chega a caminhar por mais de duas horas pela mata, abrindo as trilhas até chegar aos locais de captura, onde começa o processo de montagem das armadilhas e uso das redinhas e rapichés.

São coletadas espécies de sardinha-borboleta (Carnegiella strigatta), peixe-lápis (Nanosthomus unifasciatus), copela (Copella sp), cardinal (Paracheirodon innesi), entre outras. O acará-disco (Symphysodon aequifasciatus), devido à grande demanda do mercado e seu alto valor comercial, é uma das espécies foco do estudo.

Depois de coletadas, as amostras são levadas para o laboratório do Instituto Mamirauá, em Tefé, para serem identificadas, medidas e pesadas. As espécies com potencial ornamental encontradas em abundância na região passam por uma série de estudos (alimentação, crescimento, reprodução e dinâmica de população), requisitos necessários para a formulação de um plano de manejo que tem atraído o interesse dos moradores das reservas por proporcionar trabalho e aumento na renda das famílias.

sábado, 5 de março de 2011

Dicas sobre aquarismo, cuidados, transporte, espécies e sexo dos peixes.

Ao comprar um novo peixe, peça ao lojista que acondicione o saquinho plástico em um saco de papel escuro. O peixe sentirá assim menos medo.


Nunca traga de uma loja muitos peixes acondicionados em um único saquinho.

Se você na loja escolher para comprar peixes que estão em diferentes aquários de exposição, peça ao lojista que coloque os peixes escolhidos em saquinhos diferentes.

Você comprou seu peixe... Calma...Deixando o saquinho fechado e boiando na água por uns dez minutos você estará equilibrando as temperaturas das duas águas e isso é muito bom para os peixes.
Depois da espera, jogue metade da água do saquinho fora, e depois com um copinho, introduza no saquinho em intervalos regulares (3 minutos), gradativamente água que existe no seu aquário. Ao final  retire seu peixe do saquinho e transfira para o aquário, A  água do saquinho não deve ser misturada a água do seu aquário.

Quando você for transferir peixes novos ao seu aquário, antes dê alimento aos peixes que já estão no aquário, para distraí-los e evitar que ataquem os recém-chegado.

Saiba que um peixe bonito e colorido forte na loja pode chegar no seu aquário e perder a cor. Isto é normal e em pouco tempo, ele se adaptando ao seu aquário, voltará a mostrar o seu colorido natural.

Depois do aquário montado, e com peixes dentro, evite remanejar sua decoração (pedras e plantas).

A primeira semana de qualquer peixe em um aquário é básica. Se o peixe se adaptar neste período ele viverá bem.

Não coloque muitos enfeites em seu aquário, principalmente os que soltam bolhas.

Os peixes dormem, não se assuste se a noite estiverem parados, próximo ao solo.

Saiba que as bactérias aeróbias  que existem e vivem no filtro biológico, precisam de oxigênio para viverem e são importantes para o equilíbrio do aquário.

Um peixe albino vive melhor numa intensidade de luz mais moderada.

Um peixe de água ácida pode viver muito bem em água alcalina, desde que sua adaptação tenha sido de forma gradativa. E depois de bem adaptado, nunca procure colocá-lo de novo, e diretamente em água ácida. Cuidado.

Não usar carpas ou o chamado peixe japonês em pequenos aquários. Estes tipos têm por hábito fuçar permanentemente o fundo do aquário, levantando sujeira, desenraizando as plantas, enfim perturbando toda a beleza e tranqüilidade de um aquário.

Não colocar em seu aquário peixes agressivos e de nadar rápido, convivendo com aqueles pacíficos que nadam lentamente. Os primeiros não deixarão os outros comerem, beliscarão constantemente suas nadadeiras e os matarão em pouco tempo.

Na decoração do seu aquário não deixe de montar algumas tocas de pedras, para os peixes de hábitos noturnos.

O tempo de crescimento do peixe é proporcional ao ambiente em que está. Tamanho do aquário e qualidade da água ajudam no crescimento.

Algumas espécies de peixes vivem bem em cardumes. Ex.: Néon, Mato Grosso,
Paulistinha, etc..

Peixe de formato redondo e lateralmente achatado (discus) está perfeitamente adaptado para viver entre a vegetação em águas calmas e paradas.

Peixes com a boca em posição  inferior (corydora) se alimentam no fundo.

Peixes com a boca em posição superior, se alimentam na superfície.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Plantas Ornamentais No Brasil - Harri Lorenzi

Este livro refere-se às espécies de plantas ornamentais herbáceas, arbustivas e trepadeiras que compõem no momento os jardins brasileiros e as que, ainda no estado silvestre, tem potencial para compô-los. É o resultado de novo levantamento realizado nos últimos 7 anos em todo o território brasileiro, constituindo-se na quarta edição desta obra, lançada pela primeira vez em 1995 e já vendida cerca de 100 mil exemplares. Visando mantê-la atualizada, muitas espécies apresentadas na edição anterior foram substituídas por outras que no momento estão sendo mais cultivadas. Isso decorreu do fato de que o número total de 1056 espécies (1120 páginas) apresentadas na edição anterior é o máximo possível para obter-se um exemplar manuseável; assim, foram introduzidas cerca de 65 novas espécies e retiradas igual número. Além dessas alterações, substituiu-se cerca de 250 fotografias por outras de melhor qualidade, atualizou-se o texto e a nomenclatura botânica de muitas espécies e adequou-se a organização segundo o APG II, visando deixá-lo mais atualizado, útil e atraente.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Manutenção, o Segredo de um belo Aquário

Intervalo Manutenção Observação
semanal Troca parcial de água
Trocas parciais de 20% de água são indispensáveis  Elas podem ser consideradas umas das ações mais importantes para se manter um belo aquário. Pois através da renovação da água, é que eliminamos alguns excessos como de nitratos e fosfatos e repomos algumas substâncias importantes. É bom deixar claro que a água nova deve ser tratada com produtos que além de eliminar o cloro, neutralizam metais pesados, possuem propriedade anti-stress, etc. Bons exemplos são Alcon Protect (nacional), Tetra AquaSafe (importado).
semanal Sifonagem do fundo
O ato de sifonar o fundo do aquário, ajuda muito na eliminação da matéria orgânica em excesso, consequentemente diminuimos os níveis de nitratos e fosfatos. A sifonagem deve ser feita com cuidado em aquário de plantas naturais, tomando cuidado para não sifonar num raio de no mínimo 5cm das plantas, evitando assim que se danifiquem suas raízes. Esse processo deve ser feito com o auxílio de uma ferramenta apropriada para este fim, um sifão, que é facilmente encontardos em lojas de aquário e por preços bastante acessíveis.
semanal Adição de fertilizantes ou condicionadores líquidos para as plantas*
Não são só os peixes que precisam de alimentação, as plantas também precisam ser "alimentadas", e ai entra o papel dos condicionadores para as plantas aquáticas, eles repoem os elementos que as plantas necessitam para se desenvolver, como por exemplo o ferro, tão importante para a fotossíntese. Infelismente ainda não temos produtos nacionais de boa qualidade para esse fim, então temos que depender dos importados, entre eles recomendo, Seachem Flourish, Seachem Flourish Iron, Tetra Flora Pride ou Planta Min.
semanal Retirada das folhas mortas*
Mais umas vez, devemos nos preocupar com o acúmulo de matéria orgânica que pode nos trazer muitos problemas, então é importante que retiremos as folhas mortas que se ainda não, logo entrarão em decomposição. Veja que retirar as folhas mortas é diferente de podar as plantas.
semanal Limpeza das algas que estão no vidro
Se aparecerem alguns pontos verdes no vidro do aquário, não se preocupe pois é sinal que as condições estão boas, mas isso pode se tornar anti-estético para alguns aquaristas, então você deverá retirá-las usando um limpador magnético de boa qualidade vendido em lojas de aquários ou mesmo uma esponja dessas usadas na cozinha, mas deve ser novas e nunca ter tido contato com qualquer substância de limpeza. Algumas pessoas preferem só limpar o vidro dianteiro e deixar os lateriais e posterior com um aspecto mais natural. Se você optar pelas esponjas, tome muito cuidado, pois algumas possuem substâncias anti-bacterianas o  que provocariam um verdadeiro desastre se usadas no seu aquário. Um exemplo são as da marca 3M.
semanal Limpeza externa dos vidros
É comum em aquários, principalmente os que possuem uma dureza alta como os de africanos, que as tampas de vidro fiquem "sujas" com uma espécie de camada sobre os vidros, o que pode diminuir a passagem da luz e atrapalhar o crescimento das plantas, para isso basta passar um pano úmido nas tampas em ambos os lados para a remoção dessa "camada". Os vidros dianteiro e laterais também tendem a ficar com marcas da água queas vezes escorre, o que é facilmente resolvido usando um pano úmido.
quinzenal
Poda das plantas*
As vezes as plantas crescem muito e acabam prejudicando as outras, impedindo as passagem da luz. Nesse caso a solução é a poda, que deve ser feita com um tesoura e tomando cuidado para não machucar a planta. Alguns aquaristas realizam a poda semanalmente, mas minhas experiências comprovaram que a poda muito freqüente ocasiona o enfraquecimento da planta, provocando o raquitismo. Então recomendo intervalos de no mínimo 15 dias a cada poda.
mensal Fertilização do solo*
Algumas plantas preferem absorver seus nutrientes pela raiz, é o caso das Echinodorus ssp., Cryptocoryne ssp., entre outras. Para isso, existem produtos que fertilizam principalmente as raízes, normalmente são pastilhas que colocamos perto das raízes das plantas e que fornecem parte do seu alimento. Recomendo Tetra Hylena Crypto.
bimestral Manutenção dos filtros
A cada dois meses é recomendável fazer um limpeza no filtro do aquário, claro que se você usar FBF (aquelas placas de fundo), não vai limpá-las a cada dois meses! Refiro-me a filtros externos e cannisters. Atenção no momento de lavar os locais de colonização de bactérias ou o "filtro biológico", use a própria água do aquário para não matar as bactérias tão importantes para o funcionamento do mesmo.
semestral Trocas das lâmpadas*
Você deve trocar suas lâmpadas fluorescentes a cada 1 ano, pois depois disso elas perdem algumas de suas propriedades importantes para as plantas, mas nunca troque todas de uma vez pois isso pode causar um choque no seu aquário, troque metade a cada 6 meses, por exemplo se você possui 4 lâmpadas, troque 2 e só depois de 6 meses troque as outras duas. Por isso considero essa como uma medida semestral e não anual.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Como o peixe elétrico dá choque?

O oceanógrafo Ricardo Cardoso, do Aquário de São Paulo, explica que esses animais tiveram uma adaptação da musculatura lateral do corpo. Essa musculatura virou uma grande bateria, que armazena eletricidade.
Mas de onde vem essa eletricidade? "Todo movimento muscular se dá através de sinapses, impulsos elétricos aos músculos. Os peixes elétricos armazenam nos músculos laterais a corrente gerada por essas sinapses, em vez de consumi-la", diz Cardoso. E usam essa energia para reagir a ataques, se comunicar, disputar com outros peixes território ou acasalar.
"Quanto maior o animal, mais forte o choque", diz Cardoso. Alguns, como o puraquê amazônico, chegam a dar descargas de 600 volts. Um choque desses pode paralisar os movimentos e causar afogamento. Apesar disso, o oceanógrafo sabe apenas de um caso de morte por "ataque" de peixe elétrico: em um aquário, um desses animais pulou para fora do tanque e um funcionário agarrou-o para devolvê-lo à água. Com o susto, o peixe liberou a descarga - mas como o homem tinha um marcapasso, o choque terminou por causar um ataque cardíaco.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Peixe Voador

Quando eu trabalhava em uma loja de aquários em SP, nós tínhamos um tanque marinho lindo, com um Balistes vetula nele. Para quem não conhece, este é o "Porquinho", saboreado nas praias. Além de saboroso quando morto, ele é muito bonito vivo e tem mandíbulas e dentes extremamente poderosos para estraçalhar corais, conchas, ouriços, etc., e pode ser chamado de qualquer coisa menos tímido. Nosso espécime, em particular, ainda era pequeno (uns 10 cm). Um dia entrou um grupo de garotas na loja, e estavam admirando aquele aquário, então o dono da loja resolveu impressioná-las. Ele começou a mostrar todo o seu conhecimento sobre o aquário e o peixe, e ficava atiçando-o com o dedo perto da superfície. Nem preciso dizer, num certo momento ele se distraiu, e o peixe veio correndo e NHAC! Ele deu um grito e instintivamente puxou a mão para fora do aquário, e junto veio o peixe até que no fim da puxada ele se soltou e voou através da loja, uns bons 10 metros! No meio das gargalhadas das meninas e do embaraço do dono ensagüentado, eu catei o peixe e coloquei de volta no aquário.